23/08/2026
Lucro líquido: perdas não identificadas passam de 50% e são oportunidade na última linha de resultados
POR Alessandra Morita
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Todos sabemos que o lucro líquido no varejo alimentar é apertado e um dos mais baixos do comércio. O estudo “Varejo Finance: Report 2025”, da fintech Girotech, faz um comparativo do indicador com outros segmentos. A saber:
Percentual de lucro líquido
Varejo alimentar: 1% a 3%
E-commerce: 0% a 5%
Varejo de moda: 5% a 10%
Eletroeletrônicos e móveis: 2% a 6%
Farmácias: 3% a 8%
O relatório atribui a menor lucratividade do varejo alimentar à concorrência
acirrada e aos custos operacionais, apesar de contar com um alto volume de
vendas. O que leva à constante necessidade de reflexões sobre como conseguir
elevar os ganhos finais no segmento.
Existem algumas possibilidades que podem ser mais ou menos viáveis conforme o porte da empresa, como introduzir a venda de serviços financeiros, implementar uma solução completa de retail media ou monetizar dados.
Há ainda uma grande oportunidade comum ao varejo alimentar na área operacional: as perdas não identificadas. Na maioria das empresas, a participação supera 50% do total.
Levantamento recém-divulgado da Abrappe (Associação
Brasileira de Prevenção de Perdas) apontou que os seguintes índices de perdas não
identificadas:
Lojas de vizinhança: 60,53%
Hipermercado: 61,30%
Atacarejo: 56,27%
Supermercado convencional: 51,69%
Segundo uma análise do consultor Eduardo Araújo Santos, a melhoria no índice de perdas pode gerar de 2% a 3% a mais de receita.
Alguns pontos que podem ajudar: mapeamento completo de todos
os processos, maior acuracidade de inventário, segurança preventiva com inteligência,
engajamento de colaboradores, uso de tecnologias, auditorias, parceria com
fornecedores e revisão de precificação e políticas promocionais.
Tudo isso pode ajudar a melhorar o resultado final para as empresas do setor.
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Alessandra Morita
Head de Conteúdo








