ÚLTIMAS NOTÍCIAS
25/03/2026
Mercado de Pet Food pode ser bem maior do que se imaginava
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 25/03/2026

O mercado de pet food na América Latina atravessa um momento de transformação e expansão acelerada. Impulsionado pela crescente humanização dos animais de estimação, o setor deixou de ser um nicho para se tornar uma das categorias mais resilientes e de alto giro nas gôndolas do varejo.
Segundo dados recentes da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) e do Instituto Pet Brasil (IPB), o setor pet no Brasil alcançou um faturamento de quase R$ 78 bilhões em 2025. Desse total, o segmento de Pet Food é o protagonista absoluto, representando 54,9% do faturamento (mais de R$ 42 bilhões).
Grande parte das análises, no entanto, desconsidera a complexidade do mercado latino-americano, que conta com diversos canais de venda, a exemplo de distribuidores independentes, lojas agropecuárias, clínicas e consultórios veterinários que também realizam venda ao consumidor, pet shops de bairro e atacadistas de outros ramos. Com isso, os números reais do setor de alimentos para pets podem ser ainda maiores do que os valores e volumes auditados.
O Protagonismo do Brasil no Cenário Regional
O Brasil não é apenas o líder na América Latina, mas uma potência mundial, ocupando a 3ª posição global, atrás apenas de EUA e China. Para o varejista, isso significa que a categoria demanda um olhar estratégico em termos de exposição e mix de produtos.
• Expansão do Mix: A tendência de "premiumização" continua forte. O consumidor está disposto a pagar mais por alimentos funcionais, naturais e específicos para raças ou condições de saúde.
• Capilaridade: Pet shops de pequeno e médio porte ainda detêm quase metade do movimento do varejo, mas as redes de supermercados e o e-commerce ganham terreno ao oferecer conveniência e compras recorrentes.
Apesar do otimismo, o setor enfrenta gargalos operacionais. A alta do dólar impacta diretamente o custo das commodities (como milho e soja) e de ingredientes importados, pressionando as margens da indústria e do varejo. Além disso, a carga tributária no Brasil — que pode chegar a 50% do preço final do produto — permanece como o principal desafio para a competitividade frente a outros mercados latinos, como Argentina e México, que possuem regimes fiscais mais brandos para a categoria.
O varejo alimentar que souber trabalhar a categoria de Pet Food como um destino, e não apenas uma conveniência, tende a conseguir aumentar o ticket médio e a frequência de visitação, aproveitando a resiliência de um mercado que, mesmo em tempos de crise, não vê o tutor economizar com o bem-estar do seu "filho de quatro patas".
Fonte: Portal Cães e Gatos
Notícias relacionadas
IndústriaIndústria de alimentos fatura R$ 1,38 trilhão em 2025; varejo alimentar é motor do crescimento
IndústriaNestlé investe R$ 2,5 bilhões e transforma SC em hub de ração premium
MovimentaçãoSanta Helena nomeia Sabrina Torquato como Head de Marketing
Indústria







