26/02/2026
Millennials privilegiam produtos multifuncionais e serviços com utilidade clara
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 26/02/2026

Foto: Adobe Stock
Em 2026, o critério de escolha dos Millennials passa a privilegiar produtos multifuncionais, serviços com utilidade clara e propostas transparentes. Nascidos entre 1984 a 1995, a geração tem alterado a forma como organizam rotina, consumo e uso do tempo.
Segundo estudo da WGSN, a geração volta a sua atenção a decisões voltadas à preservação de energia mental e à redefinição do que considera relevante no cotidiano. O movimento é associado ao fenômeno chamado “pobreza de tempo”, que reúne excesso de estímulos, hiperconectividade e sensação constante de urgência.
Com cerca de 1,7 bilhão de pessoas no mundo, essa faixa etária influencia padrões de consumo em diferentes setores. A mudança se reflete na relação com a conveniência. A automação permanece valorizada em tarefas como pagamentos, entregas e devoluções.
Por outro lado, há maior tolerância a processos mais lentos em atividades ligadas a lazer e experiências pessoais. O conceito conhecido como friction-maxxing descreve a escolha por eliminar atritos apenas onde eles são considerados desnecessários.
Também há alteração no uso de tecnologia. Limitar exposição digital, reduzir compartilhamento de dados pessoais e restringir notificações passam a fazer parte do comportamento dessa geração. O tédio deixa de ser tratado como improdutividade e passa a ser entendido como parte do equilíbrio cognitivo.
“O consumidor millennial demonstra atenção maior ao uso de dados, ao desenho das interfaces e à forma como as empresas estimulam o engajamento. A demanda não é apenas por rapidez, mas por relações baseadas em confiança, previsibilidade e respeito ao tempo. Modelos que dependem de notificações constantes e estímulos permanentes tendem a ser percebidos como excessivos”, afirma Hygor Roque, Head of Revenue da Divibank.
Do ponto de vista econômico, a geração mantém peso relevante no mercado global, com renda projetada para ultrapassar US$ 4 trilhões até 2030.
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