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20/04/2026
Quase todas as empresas já conseguem levar projetos criados por IA para a produção
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 20/04/2026

Foto: Adobe Stock
Na última quarta-feira (15), a Outsystems divulgou seu relatório global “State of al development 2026”. Um dos dados mais relevantes foi que 98% das organizações já colocam projetos de IA em produção com sucesso.
A pesquisa ouviu 1.900 líderes de T.I. globalmente incluindo 315 brasileiros, e mostra que a IA evoluiu de simples chatbots para sistemas agênticos: softwares capazes de executar fluxos de trabalho de forma autônoma e tomar decisões em tempo real.
Das organizações entrevistadas, 96% já utilizam agentes de IA, enquanto 97% estão explorando estratégias de IA agêntica em escala sistêmica. No Brasil, o desempenho se assemelha:
- 56% das empresas brasileiras afirmam que mais da metade de seus projetos de IA já são bem-sucedidos;
- 62% dos líderes no país priorizam o desenvolvimento assistido por IA generativa como principal estratégia;
- 54% por aplicações SaaS customizadas internamente;
- 37% pelo uso equilibrado de soluções terceirizadas e código tradicional.
"A transição da experimentação em IA para resultados mensuráveis de negócio já é a nossa realidade. Desenvolver software e construir sistemas de IA agora são atividades inseparáveis", afirma Woodson Martin, CEO da OutSystems.
Apesar do otimismo, o crescimento acelerado trouxe um efeito colateral preocupante: a falta de controle. O relatório aponta que 94% das organizações temem o "AI sprawl" — uma proliferação desordenada de ferramentas que gera débito técnico e riscos de segurança.
A fragmentação é a regra, não a exceção. Apenas 12% das empresas possuem uma plataforma centralizada de governança, o que significa que a maioria está operando agentes de IA em ambientes isolados, dificultando a padronização e a conformidade, desenvolvendo riscos de segurança.
A previsão da Gartner é de que agentes autônomos ocupem 40% das aplicações corporativas até 2026, o mercado caminha para modelos de supervisão humana (human-on-the-loop), buscando centralizar a governança de sistemas cada vez mais complexos e automatizados.
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