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Por que o crescimento da renda não está gerando aumento real de consumo?

POR Reportagem SA+ Conteúdo

Publicado em:

Consumo descasado


Dados do Banco Central indicam que a renda bruta disponível das famílias subiu 4,8% em 2025, já descontada a inflação. Em contrapartida, o consumo medido pelo PIB (Produto Interno Bruto) subiu 1,3% no ano passado. E é possível ir além: levantamento da Scanntech identificou que houve retração de 2,1% no número de unidades comercializadas no varejo alimentar no período, com uma alta nominal de 4,1% em faturamento. Deflacionado, a variação em valor apresenta retração de 2%.

A SA+ fez um levantamento em diversas fontes para identificar hipóteses que expliquem esse descasamento. É importante frisar que a análise se baseia no comportamento de “massa”, sem entrar em segmentos específicos. As principais razões identificadas foram:
  • Boa parte do crescimento tem vindo do rendimento das pessoas já empregadas e está atrelado a correções sobre a inflação passada, o que tende a gerar altas reais menores


  • A maior parte dos postos de trabalho se concentra em cargos de menor especialização, nos quais os salários ficam abaixo da média


  • O endividamento das famílias é outro fator que pesa, dispersando o dinheiro que poderia ser destinado ao consumo


  • A “canalização” de boa parte da renda para os sites de apostas – as bets – acaba interferindo na renda destinada às compras varejo alimentar


  • Embora a inflação tenha arrefecido, os preços permanecem em patamares elevados, o que faz o consumidor ser mais seletivo em suas escolhas de compras


  • Existe ainda uma concorrência com outros bens e serviços mais associados a bem-estar, prazer e indulgência, como viagens e comemorações especiais


Tudo isso aumenta o desafio para o setor, impondo cada vez mais o uso de dados internos e externos para o acompanhamento das mudanças no comportamento dos clientes.


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TAGS:Compras,Conjuntura,Economia, Consumo
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