02/04/2026
Preferência por itens de supermercado, movimento de trade-down e seletividade nos gastos extravagantes marcam o consumo dos brasileiros no 1º tri
POR Barbara Fernandes
EM 02/04/2026

Foto: Adobe Stock
O 1º trimestre de 2026 foi marcado por um consumo com foco em itens essenciais como os de supermercados, movimento de trade-down e gastos extravagantes seletivos. Os dados são do estudo ConsumerWise, da McKinsey & Company, e mostram como os brasileiros têm realizado suas compras.
A intenção de gastos em áreas essenciais, incluindo supermercados e produtos básicos para o lar, manteve-se estável em comparação com o final do ano passado. Dentre as categorias que apresentaram o maior aumento na intenção de gastos estão os produtos frescos (39%), carnes e laticínios (27%), produtos para bebês (25%) e acessórios, alimentos e objetos para PETS (16%).
Por outro lado, bebidas não alcoólicas e mercearia tiveram um percentual maior de pessoas que pretendiam diminuir os gastos do que aumentar. Cerca de 23% relatou que reduziu os gastos com as bebidas não alcoólicas e 20% com mercearia.
Entre os itens não essenciais, mas usualmente vendidos em supermercados, os destaques no aumento de intenção de gastos foram os produtos fitness e com foco em saudabilidade (26%); produtos de beleza (25%); vitaminas e suplementos (24%); e a categoria de cuidados pessoais (21%).
9 em cada 10 pessoas realizaram trade-down no 1º tri, e mudar de loja foi a principal estratégia
Cerca de 90% dos consumidores afirmaram que realizaram trade-down nos primeiros 3 meses do ano, e as estratégias adotadas variaram. De modo geral, quase 6 em cada 10 brasileiros mudaram de loja para encontrar descontos ou preços mais atrativos. Já cerca de metade ajustaram a quantidade e tamanho das embalagens.
Adiar a compra foi outro meio adotado por aproximadamente 30% da população, enquanto a troca por marcas mais acessíveis ou pela marca-própria das redes foi usada por 27%.
Compras de supermercado foram a escolha dos consumidores de baixa renda para concentrar os “gastos extravagantes”
Os gastos extravagantes variaram de acordo com a classe social, mas se concentraram em vestimentas, sapatos, produtos de beleza e cuidados pessoais, viagens e supermercados.
Cerca de 30% relataram ter concentrado os gastos nas compras em supermercados, com destaque para a população de baixa renda, que liderou esse movimento na categoria. Já a classe alta dominou os itens de cuidados pessoais e beleza.
Consumo se manteve mais ponderado
De modo geral, a pesquisa indica que os gastos estão se tornando mais ponderados, mesmo entre os grupos de renda mais alta. A demanda está relativamente fraca e os consumidores continuam optando por produtos mais baratos e otimizando suas cestas de compras.
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Barbara Fernandes
Repórter








