28/09/2026
Grupo MSLZ mostra como a sucessão pode ser um processo estruturado e bem planejado
POR Giovanna Cazuza
Publicado em:

A sucessão é um processo que costuma gerar dúvidas e receios, especialmente em empresas familiares, nas quais as relações pessoais se somam aos desafios da gestão. Para que a transição ocorra de forma estruturada, o planejamento e a preparação são fundamentais, tanto para quem deixará o comando quanto para quem assumirá a liderança, e o Grupo MSLZ é exemplo de uma boa prática.
A empresa tem uma política interna estabelecida que visa a troca de liderança quando o executivo ou empresário completar 65 anos. E foi exatamente isso que ocorreu há alguns anos, quando Severino Ramalho Neto passou a presidência da rede cearense para seu irmão, Fernando Ramalho, dando início a uma nova etapa na gestão da empresa.
A medida busca organizar a transição e preparar as próximas gerações. Na ocasião em que transferiu a presidência para o irmão, Severino também estabeleceu um período de cinco anos para a nova gestão, durante o qual um sucessor de outra geração seria preparado para assumir a liderança. “Esse novo sucessor virá com um olhar forte para as tendências e tecnologias, mas sem deixar de lado nossos valores e cultura”, contou Severino.
Esse modelo adotado pela empresa é conhecido como sucessão voluntária, quando a mudança de comando ocorre de forma planejada e em comum acordo. Há também a sucessão involuntária, desencadeada por circunstâncias imprevistas, como o falecimento do fundador ou do executivo à frente da companhia.
Segundo Rodrigo Pecchiae, advogdo especialista em governança corporativa é importante desmistificar a ideia de que a sucessão está necessariamente relacionada à morte. “O processo é o alinhamento e a continuidade dos três sistemas: família, empresa e patrimônio”, afirma. Para ele, o tema deve ser tratado de maneira respeitosa, valorizando a trajetória de quem construiu o negócio e preparando quem dará continuidade à gestão.
“A pessoa que será sucedida não vai deixar a empresa ou o poder, mas, sim, se tornar um professor para ensinar como chegou até ali. Dessa forma, quando o sucessor se sentir seguro, o bastão é passado definitivamente e a pessoa que está saindo passa a integrar, por exemplo, o conselho, onde seu tempo, fora do dia a dia da empresa, será mais estratégico”, explica Pecchiae.
Essa combinação entre experiência e renovação, preparação técnica e relacionamento entre gerações está no centro da discussão sobre sucessão no varejo alimentar.
É também a proposta da Missão Gerações, programa da SA+ em parceria com o Insper e a Nova School of Business & Economics, criado especificamente para líderes atuais e sucessores executivos do setor. A jornada combina formação, experiências práticas, networking e uma etapa internacional em Portugal para discutir temas como governança, planejamento sucessório, liderança e continuidade dos negócios.
Mais do que preparar quem vai assumir, a discussão mostra que uma sucessão bem estruturada precisa preparar a empresa inteira para a mudança. E isso começa muito antes da passagem definitiva do bastão.
Inscreva sua empresa na Missão Gerações.
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