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21/09/2026
A premiumnização em tempos de aperto: sim, ela é uma realidade!
POR Alessandra Morita
Publicado em:

Divulgação
No complexo mercado de consumo brasileiro – com restrição orçamentária, bets e patamares de preços elevados – discutir premiumnização poderia ser carta fora do baralho. Mas o evento (IN) Motion, promovido pela Scanntech no dia 05/08 na cidade de São Paulo (SP), mostrou que o tema merece, sim, atenção.
O cenário atual para esses produtos esteve presente nas falas de Priscila Ariani, diretora de marketing da Scanntech, e do economista Ricardo Amorim.
Dados da empresa apontam uma inflação total no varejo alimentar de 3,18% no acumulado de 12 meses, frente a uma alta de 3,67% no preço médio. A diferença entre os dois indicadores diz respeito a um sortimento mais qualificado – ou seja, embalagens maiores e itens mais premium.
Essa sofisticação pode ser conferida, por exemplo, no aumento do consumo de proteínas animais, na migração para produtos com mais benefícios, como os amaciantes concentrados, e na consolidação pela busca por produtos saudáveis. Soma-se a isso o fato de que em 58% das categorias há um saldo positivo no crescimento de marcas premium.
Para Ricardo Amorim, a premiumnização é o grande movimento deste ano e se explica por diversas razões. Um dos fatores que se destacam é a mudança no imposto de renda, que isentou do pagamento as pessoas que ganham até R$ 5.000.
“Para a realidade brasileira, essa isenção, mais a redução do imposto para quem ganha R$ 17.350, beneficiou as classes média e alta. Quem ganhava até R$ 3.000, já não pagava imposto de renda antes dessa mudança. Portanto, ganhou quem tem rendimento na faixa de R$ 5.000”, explicou Amorim.

Para 2027, podem vir mudanças por aí com a adição de mais um
ingrediente: a reforma tributária. “Uma das coisas que ela traz é o chamado
cashback”, afirmou o economista.
“Quem estiver nos programas sociais do governo, no Cadastro Único, que atualmente são 80 milhões de pessoas, terá direito de receber de volta o imposto pago no consumo de produtos básicos”, explicou o economista. Como consequência, poderá haver mudanças no cenário em relação a 2026.
Portanto, é importante que o varejista não deixe de acompanhar bem de perto as mudanças no comportamento do shopper que frequenta suas lojas.
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Alessandra Morita
Head de Conteúdo








