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29/01/2026
Altas temperaturas elevam em quase 200% as vendas de repelentes, sorvetes e água de coco
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 28/01/2026

Foto: Adobe Stock
As altas temperaturas registradas no início do verão alteraram o comportamento de compra dos consumidores brasileiros e ampliaram a demanda por categorias associadas ao alívio do calor. É o que diz um levantamento da Neogrid, que indica que produtos como repelentes, sorvetes e água de coco aumentaram sua presença nos carrinhos em até 175% no período.
O estudo comparou o início do verão de 2025 com os meses anteriores e analisou categorias de alimentos, bebidas, carnes e aves e hortifrúti. A metodologia considerou indicadores como incidência, preço e tíquete médio por compra, a partir da leitura anual de mais de 1 bilhão de notas fiscais em todo o país.
No segmento de alimentos, a incidência avançou 2,4% em dezembro na comparação com outubro e novembro. As bebidas apresentaram crescimento de 3,3%, com destaque para as alcoólicas, que subiram 5,3%. Já carnes e aves registraram alta de 5,1%, enquanto o hortifrúti teve o maior avanço do período, de 7,2%.
Durante o verão, o consumo tende a incorporar itens ligados à praticidade, refeições rápidas e ocasiões de convivência, influenciado por fatores como férias escolares, viagens e atividades ao ar livre.
Repelentes lideram avanço entre as categorias
Entre os itens avaliados, os repelentes registraram o maior crescimento, com alta de 175% na incidência e aumento de 14,6% no tíquete médio. O levantamento aponta que o reajuste de preço foi de 4,9%, patamar considerado moderado em relação ao desempenho da categoria.
Os dados indicam que o produto passou a ocupar posição mais recorrente no carrinho, associado a uma função preventiva, especialmente em um contexto de maior atenção a doenças transmitidas por insetos.
O sorvete apresentou crescimento de 33,3% na incidência em dezembro, mesmo com leve retração de 0,5% no tíquete médio, que ficou em R$ 28,12. O comportamento sugere aumento da frequência de compra, com preferência por porções menores, embalagens individuais e opções de menor desembolso.
No grupo de bebidas alcoólicas, a cerveja manteve a maior participação no consumo do período. Apesar da queda de 4,7% na incidência, o tíquete médio avançou 16%, chegando a R$ 38,45, acompanhado de aumento de 1% no preço médio.
Entre as não alcoólicas, a água de coco registrou crescimento de 30,5% na incidência e avanço de 8% no tíquete médio, que atingiu R$ 16,95, sem variações relevantes de preço.
Fonte: Mirian Gasparin
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