ÚLTIMAS NOTÍCIAS
07/04/2026
Assaí e Grupo Mateus: analistas projetam cenários distintos para os gigantes do atacarejo em 2026
POR Fernando Salles
EM 07/04/2026

Foto: Divulgação/Assaí
As bandeiras do varejo alimentar que atuam no formato cash&carry seguem sob olhar atento dos investidores. Uma análise recente do Banco Safra reforça as teses divergentes para dois dos maiores expoentes do segmento no Brasil: Assaí Atacadista e Grupo Mateus. Em um cenário de juros ainda desafiadores, a eficiência na gestão da dívida e a velocidade de maturação das novas unidades tornaram-se os principais divisores de águas.
Assaí: O desafio da estrutura de capital
Para o Assaí, o mantra de 2026 é a desalavancagem. Após o agressivo processo de conversão das lojas Extra Hiper, a companhia trabalha para reduzir sua dívida líquida em relação ao Ebitda.
Embora o faturamento continue robusto devido à localização privilegiada de suas unidades convertidas, a última linha do balanço (lucro líquido) ainda sente o peso das despesas financeiras. A expectativa dos analistas é de que a maturação completa dessas lojas traga o ganho de margem necessário para compensar o custo do capital, mantendo a recomendação de "outperform" (desempenho acima da média), mas com cautela sobre o cronograma de redução de dívida.
Grupo Mateus: A força do ecossistema regional
Já o Grupo Mateus continua sendo a "escolha preferida" (top pick) de diversos analistas para o setor. O diferencial reside na combinação de:
• Logística Verticalizada: Domínio total da cadeia de suprimentos no Norte e Nordeste, o que garante margens mais saudáveis.
• Diversificação de Modelos: Diferente de players puros, o Mateus opera um ecossistema que inclui atacarejo, varejo, eletro e serviços financeiros.
• Crescimento Orgânico: A expansão rumo ao Sul do Maranhão e novos estados do Nordeste tem ocorrido com disciplina de capital, mantendo um dos balanços mais equilibrados do setor.
Dinâmica de Preços e Deflação
Um ponto de atenção compartilhado para ambas as companhias é o comportamento dos preços das commodities alimentares. Com uma inflação de alimentos mais comportada, o crescimento de vendas "mesmas lojas" passa a depender mais do aumento de volume e ganho de market share do que apenas do repasse de preços.
Fonte: O Especialista/Safra
Notícias relacionadas
Novo AtacarejoNovo Atacarejo acelera expansão em 2026 com inauguração no Recife
Economart AtacadistaEconomart Atacadista vai investir R$ 60 milhões em nova unidade
Digital sinageAssaí transforma retail media em motor de resultados ao avançar na mensuração de campanhas
Cash & Carry71% do faturamento da Abaas vem de 5 empresas: saiba o que o ranking da entidade nos diz sobre as maiores redes de atacarejo
Fernando Salles








