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Brasileiros com mais 50 anos respondem por 20% da renda do país

POR Reportagem SA+ Conteúdo

EM 29/06/2026

Grupo Pereira

Colaborador do Grupo Pereira/ Foto: Divulgação 


Os brasileiros entre 50 e 79 anos respondem por uma parcela cada vez maior da renda do trabalho no país. Em 2024, trabalhadores das gerações X e Baby Boomer movimentaram cerca de R$ 89 bilhões por mês, o equivalente a 20% de toda a renda do trabalho no Brasil. Em 2016, essa participação era de 18,4%.


Os dados fazem parte de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), organizado pela economista Ana Amélia Camarano, que aponta uma mudança no perfil da população economicamente ativa. O envelhecimento da população, aliado ao aumento da expectativa de vida e da escolaridade, tem levado mais pessoas a permanecerem no mercado de trabalho por mais tempo.


O avanço educacional é um dos fatores que explicam esse movimento. Em 1988, mulheres com 60 anos ou mais tinham, em média, 2,1 anos de estudo, enquanto os homens registravam 2,5 anos. Em 2024, o cenário é bastante diferente: entre as pessoas de 60 a 69 anos, 41,74% dos homens possuem mais de 11 anos de escolaridade, índice que chega a 51,72% entre as mulheres.


O estudo também destaca a crescente participação feminina entre os trabalhadores maduros. Muitas mulheres que construíram suas carreiras ao longo das últimas décadas seguem em atividade, seja para manter um papel social ativo, seja para complementar a renda familiar.


Nos últimos dez anos, a taxa de ocupação dessa faixa etária vem aumentando. Entre profissionais que alcançaram cargos executivos ou posições de liderança, a continuidade da carreira ocorre, muitas vezes, por meio de consultorias, empreendedorismo ou outras formas de ocupação, e não necessariamente por vínculos formais de emprego.


Como mostrado pela SA+, iniciativas como as desenvolvidas pelo Grupo Pereira demonstram que o trabalho, para muitos profissionais maduros, representa mais do que uma fonte de renda. A permanência no mercado também atende à necessidade de convivência social, propósito e valorização da experiência acumulada ao longo da carreira.


Por outro lado, continuar trabalhando nem sempre é uma escolha. Os profissionais que integram a chamada "economia prateada" — referência à população de cabelos grisalhos — também enfrentam desafios, especialmente entre aqueles que ocupam funções de menor remuneração.


Os dados do emprego formal revelam que as ocupações com maior presença de trabalhadores acima de 50 anos incluem faxina, assistente administrativo, motorista de caminhão, professores dos ensinos fundamental, médio e superior, auxiliar administrativo, profissionais de limpeza e conservação, porteiros, cozinheiros e vendedores. Na base da pirâmide do mercado de trabalho, a permanência na atividade costuma ser motivada pela necessidade financeira.


Para uma parcela significativa dessa população, o trabalho tornou-se essencial para complementar a aposentadoria, cuja renda, muitas vezes, não é suficiente para manter o padrão de vida conquistado ao longo da carreira.


Fonte: O Globo


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TAGS:Pesquisas, economia prateada, Mercado de Trabalho,Ipea,Renda do Trabalho
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