07/10/2026
Flexibilidade na ceia e controle de gastos guiam estratégias do setor para o Natal
POR Gabrielly Mendes
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Foto: Adobe Stock
A escolha de 84% dos brasileiros por passar a noite de Natal em casa, ao lado da família, reforça o protagonismo do varejo alimentar na principal data sazonal do ano. A pesquisa da Ticket, que ouviu 3.722 colaboradores de empresas em todo o país, indica que o consumo segue concentrado no ambiente doméstico, mantendo supermercados, atacarejos e lojas de proximidade no centro das decisões de compra para a ceia.
O levantamento mostra uma divisão relevante sobre o momento da refeição. Enquanto 44% afirmam que costumam comer antes da meia-noite, 27% mantêm a tradição de esperar o horário exato. O restante se divide entre petiscar antes ou adaptar a ceia à rotina familiar.
Para o varejo, esse comportamento aumenta a demanda por um sortimento mais diverso, que vá além dos pratos principais e inclua itens para consumo ao longo da noite, como petiscos, sobremesas e refeições antecipadas.
Flexibilidade nas tradições e em oportunidades de mix
A combinação entre tradição e adaptação, apontada pelos entrevistados, sugere um Natal menos engessado. No ponto de venda, isso se traduz na valorização de soluções práticas, embalagens menores e produtos prontos ou semiprontos, capazes de atender diferentes formatos de celebração dentro do mesmo lar.
As decisões de consumo aparecem fortemente condicionadas ao orçamento. Entre os entrevistados, 38% pretendem comprar presentes apenas para familiares mais próximos, enquanto 32% afirmam que a compra dependerá do valor disponível neste fim de ano. Outros 4% dizem que será o preço dos produtos que determinará a decisão, e 10% não pretendem presentear.
Esse cenário indica um consumidor mais atento aos gastos, postura que tende a se refletir também na cesta alimentar.
Gasto controlado e maior sensibilidade a preços
O valor planejado para presentes reforça a lógica de controle financeiro: 40% indicam intenção de gastar até R$ 200 por item, 25% até R$ 400 e 15% até R$ 300. Apenas 13% mencionam valores acima de R$ 500.
Para o setor, esse comportamento aponta maior sensibilidade a preços, busca por promoções e priorização de itens considerados essenciais para a ceia, com menor espaço para produtos de maior valor agregado.
A pesquisa também destaca o impacto dos benefícios corporativos na organização do orçamento. A percepção de que o custo de vida influencia diretamente as decisões reforça o papel de soluções que oferecem flexibilidade de uso, inclusive para alimentação. Por isso, o varejo deve considerar a aceitação de diferentes meios de pagamento e da integração com plataformas digitais de benefícios.
O conjunto dos dados aponta para um Natal celebrado majoritariamente em casa, com consumo guiado por planejamento e restrição orçamentária. O desafio para o setor está em equilibrar preço, sortimento e conveniência, atendendo a um consumidor que preserva a celebração, mas ajusta a forma de comprar às limitações financeiras e à dinâmica da própria família.
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Gabrielly Mendes
Repórter








