ÚLTIMAS NOTÍCIAS
25/02/2026
GPA traz nota sobre “dúvida significativa de continuidade operacional” em balanço
POR Barbara Fernandes
EM 25/02/2026

Foto: Divulgação
O GPA apresentou um déficit de capital circulante líquido de R$ 1,2 bilhão em 2025, segundo balanço. O resultado foi impactado principalmente pelo R$ 1,7 bilhão de endividamento decorrente de empréstimos e debêntures com vencimento em 2026. No documento de demonstrações financeiras do período divulgado ontem (24), a empresa afirma que “continua apurando o prejuízo do período” e que essas condições indicam “incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da Companhia.”
Para diminuir os riscos, o varejista afirmou que irá negociar a extensão do prazo das dívidas financeiras, porém ainda não possui contratos firmados. Além disso, os planos incluem a venda de créditos tributários e redução do custo financeiro e de despesas.
No release de resultados, a empresa divulgou dívida líquida, já descontado o caixa, de R$ 2 bilhões, cerca de 50% maior do que o registrado no ano anterior. O fluxo de caixa operacional somou R$ 669 milhões, mais do que o dobro de 2024. Porém, o custo financeiro líquido das dívidas foi de R$ 920 milhões, o que compromete os ganhos com a operação.
O prejuízo líquido foi de R$ 824 milhões, uma redução significativa frente ao acumulado de 2024 que ultrapassou a casa dos R$ 2 bilhões. Já a receita bruta foi R$ 20 bilhões, aumento de quase 3%. O Ebitda ficou em R$ 1,6 bilhão, avanço de 5,2% vs 2024.
A empresa também reduziu seu capex em 6,2%. A expansão (-16,4%), foi a mais afetada, seguida pela TI, digital e logística (-7,5%); e por fim reformas, conversões e manutenções (-6,7%).
GPA registra queda de quase 50% no prejuízo líquido durante o 4T25
No 4º trimestre, a receita bruta do GPA foi de R$ 5,5 bilhões, uma queda de 0,4%, em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas em mesmas lojas cresceram 2,7%.
O prejuízo líquido foi de R$ 572 milhões, queda de 48%. Já o Ebitda teve um aumento de 2,5%, ficando em R$ 510 milhões.
Segundo Alexandre Santoro, diretor presidente da empresa, em nota “esses resultados refletem os primeiros impactos da agenda de eficiência implementada ao longo do ano e reforçam o potencial de melhoria da performance da Companhia ao longo de 2026.”
O executivo também afirmou que a empresa está “simplificando a estrutura e processos, com redução de despesas e ganhos de agilidade, para tornar a Companhia mais eficiente e competitiva.”
O Pão de Açúcar segue como líder da receita da companhia com vendas totais de R$ 2,8 bilhões no 4º tri, enquanto as mesmas lojas cresceram 1,8%. Na sequência aparece o Extra Mercado, com receita de R$ 1,8 bilhão, e avanço de 4% nas mesmas lojas.
Já o formato de proximidade registrou receita de R$ 691 milhões, cerca de 11,5% a mais do que no 4T24. As vendas em mesmas lojas aumentaram.
Nossos e-mails e portal mudaram para samais.com.br. Fique atento ao acesso ao site e ao recebimento da sua newsletter
Notícias relacionadas
Gestão de PessoasSete em cada dez profissionais não se sentem reconhecidos no trabalho
Gestão e negóciosEVER Trade anuncia Núria Nava como diretora de Growth
TecnologiaEmpresa amplia solução de gestão de categorias para o varejo alimentar
Novos NegóciosCarrefour vende 22 imóveis do Atacadão
Barbara Fernandes
Repórter








