Indústria surfa na onda de canetas emagrecedoras e tendencias de consumo para ampliar o portfólio de proteicosSA+ Ecossistema de Varejo

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Com foco em consumo imediato, Oxxo ocupa terminais de ônibus e estações

10/04/2026

NEWSLETTER

Indústria surfa na onda de canetas emagrecedoras e tendencias de consumo para ampliar o portfólio de proteicosSA+ Ecossistema de Varejo


SA+

SA+ Aconselhamento

SA+ Educação

SA+ Trade

SA+ Internacional

SA+ Tech

SA+ Relacionamento

SA+ Conteúdo

SA+ Inteligência

SA+ Branded Content

Voltar para a página inicial

Home

Acesse todas as notícias

Notícias

Navegue pelas categorias do Solução Sortimento

Solução Sortimento

Acesse nossa seção Prateleira

Prateleiras

Navegue por todas as edições

Revistas

ConsumoGLP-1OzempicDanoneJBS Nestlé

Indústria surfa na onda de canetas emagrecedoras e tendencias de consumo para ampliar o portfólio de proteicos

POR Reportagem SA+ Conteúdo

EM 13/11/2025

Adobe Stock

Foto: Arquivo SA+ Ecossistema de Varejo


A busca por proteína ganhou foco na dieta do brasileiro e passou a orientar estratégias da indústria de alimentos. O movimento acompanha o avanço dos medicamentos análogos de GLP-1, usados no tratamento da diabetes, que alteram o comportamento alimentar ao reduzir o apetite e prolongar a saciedade.

O uso desses emagrecedores no Brasil ainda é restrito, mas projeções indicam crescimento. Segundo a Global Burden of Disease e a Associação Médica Brasileira até 6% da população poderá utilizar os medicamentos nos próximos anos, percentual que pode aumentar caso sejam incorporados ao SUS. A indústria farmacêutica calcula que o mercado movimente cerca de R$ 5 bilhões ao ano.

As empresas de alimentos monitoram essa mudança. O Brasil, que já está entre os maiores consumidores de carne bovina e de frango no mundo, passou a incorporar refeições prontas e produtos funcionais enriquecidos com proteínas.

A Seara, da JBS, lançou em agosto a linha “Protein”, com refeições congeladas que chegam a 30g de proteína por porção. A empresa informou que o projeto foi iniciado após perceber uma migração do consumo de volume para o consumo de valor. Em testes preliminares com 200 consumidores, o público demonstrou interesse em refeições menores e mais densas nutricionalmente. A marca planeja ampliar a distribuição nacional em 2026.

Na BRF, controladora de Sadia e Perdigão, a linha “Meu Menu” foi desenvolvida com foco em refeições equilibradas e com até 24g de proteína. Internamente, a companhia cita estudos que mostram que uma parcela relevante da população busca conveniência, alimentação saudável e praticidade, fatores que sustentam a expansão de refeições congeladas no país.


Suplementação e novas categorias


Na Danone, executivos avaliam que a demanda crescente por proteína faz parte de um movimento mais amplo de gestão de peso. Com cerca de 61% dos adultos vivendo com excesso de peso ou obesidade, segundo o IBGE, a empresa tem reposicionado o portfólio para atender diferentes perfis de consumidores. A estratégia inclui produtos com combinações de proteína, fibras, probióticos e baixo teor de açúcar, como as linhas Yopro, Activia 000 e Danone 5 Zeros.

A companhia considera que a expansão dos medicamentos de GLP-1 atua como acelerador desse movimento, mas não como sua origem. A análise é de que a mudança nos hábitos alimentares tende a se consolidar independentemente do uso dos fármacos.


Tendências internacionais


Nos Estados Unidos, onde cerca de 12% dos adultos já utilizaram medicamentos à base de GLP-1, estudos mostram queda de 6% a 11% nos gastos com alimentação, acompanhada de mudanças no perfil de compras. O consumo de produtos ultraprocessados diminuiu, enquanto alimentos ricos em proteínas, fibras e com baixo teor de açúcar ganharam espaço.

Marcas globais têm respondido ao movimento. A Nestlé lançou a linha Vital Pursuit, voltada especificamente a consumidores do remédio. A Danone registrou aumento significativo nas vendas de iogurtes proteicos da marca Oikos no último ano.


Efeitos metabólicos e orientação profissional


Especialistas apontam que a redução do apetite provocada pelos análogos de GLP-1 leva o paciente a comer menos vezes ao dia, exigindo maior atenção à qualidade das refeições.


Médicos afirmam que a perda de peso rápida pode incluir redução de massa muscular caso não haja reposição adequada de proteínas. A recomendação profissional costuma variar entre 1,2 g e 1,6 g de proteína por quilo de peso corporal.

Nutricionistas destacam que a mudança é metabólica e comportamental: pacientes passam a priorizar alimentos mais densos nutricionalmente e a reduzir porções. O excesso de proteína, no entanto, também pode gerar efeitos indesejados, como sobrecarga renal, em alguns casos.


Fonte: Invest News

COMPARTILHAR
TAGS:Consumo,GLP-1,Ozempic,Danone,JBS, Nestlé, BRF
COMPARTILHAR:

Ícone Notícias relacionadas

Adobe Stockconsumo

Proteínas acessíveis e alimentos in natura ganham espaço no carrinho do consumidor brasileiro

Compra consumidor mercado supermercado carrinho de compraTendências de Consumo

Consumidor deixa de ser equilibrista para se tornar imediatista em 2026, mostra estudo da Bain & Company

JBSJBS

JBS investe US$ 37 milhões em centro de biotecnologia focado em "superproteínas"

Consumo descasadoCompras

Por que o crescimento da renda não está gerando aumento real de consumo?

Comentários

Ícone Envie seu comentário

Ícone Siga-nos

Logo SACONTATO@SAMAIS.COM.BR
instagramfacebook4linkedin
Logo Cinva

© Somos uma marca do CINVA (CENTRO DE INTELIGENCIA E NEGOCIOS DO VAREJO - CINVA LTDA). © 2023 SA+ Ecossistema de Varejo. Todos os direitos Reservados