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21/05/2026
Ruptura recua nos supermercados, mas itens essenciais ainda sentem pressão com aumento nos preços
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 21/05/2026

Foto: Adobe Stock
Levantamento da Neogrid mostra melhora no abastecimento em março, enquanto categorias como leite, ovos, arroz e feijão seguem pressionando estoques, preços e estratégias das redes supermercadistas.
A redução do índice de ruptura nos supermercados brasileiros em março traz um sinal positivo para o varejo, mas ainda acende alertas importantes nas categorias mais essenciais. Segundo estudos da Neogrid, o indicador caiu de 13,2% em fevereiro para 11,7% em março, mostrando uma recomposição gradual do abastecimento nas gôndolas. Apesar disso, itens básicos como leite, arroz, feijão e azeite continuam pressionando a disponibilidade nas lojas.
O dado mais preocupante para o varejo foi o avanço da ruptura do leite UHT, que saltou de 13,9% para 19,1% em apenas um mês, registrando a maior alta entre todas as categorias monitoradas. Além da menor disponibilidade, os preços também aumentaram em praticamente todas as versões do produto, o que amplia a pressão sobre o consumidor e exige maior atenção do varejo na gestão de estoque e reposição.
Outro ponto que chama atenção é o comportamento dos ovos, que seguem como a categoria mais crítica do abastecimento, com ruptura de 27%. Embora tenha ocorrido uma leve melhora em relação a fevereiro, o índice permanece em um patamar elevado, refletindo dificuldades contínuas de oferta. Ao mesmo tempo, os preços seguem subindo na maior parte das embalagens, o que reforça o impacto direto dessa categoria no fluxo de compras e na percepção de preço do consumidor dentro das lojas
Por outro lado, algumas categorias começam a apresentar sinais mais favoráveis para o varejo. Açúcar e café registraram queda tanto na ruptura quanto nos preços, indicando uma melhora no abastecimento e um possível alívio para estratégias promocionais.
O açúcar teve redução de 10,2% para 8,4% na indisponibilidade, enquanto o café caiu de 8% para 7,5%. Esse cenário pode abrir espaço para ações comerciais mais agressivas e aumento da competitividade nas lojas.
Já o azeite e o arroz revelam um movimento interessante para o setor supermercadista: mesmo com a queda nos preços, a ruptura continua avançando. No caso do azeite, a indisponibilidade atingiu o maior nível da série histórica da Neogrid, chegando a 14,1%, enquanto os preços recuaram de forma expressiva.
O arroz seguiu comportamento semelhante, com preços em queda, mas dificuldade crescente de abastecimento. Esse descompasso mostra que a redução de preços não necessariamente significa maior disponibilidade de produtos nas lojas.
Para o varejo, o cenário reforça a importância de um abastecimento mais estratégico e integrado com a indústria. Em um ambiente de consumo ainda irregular, evitar rupturas passa a ser fundamental não apenas para preservar vendas, mas também para garantir fidelização.
A ausência de itens básicos nas gôndolas impacta diretamente a experiência de compra e pode levar o consumidor a migrar para concorrentes. Ao mesmo tempo, categorias que já apresentam melhora no abastecimento podem se transformar em oportunidades para ativar promoções, recuperar fluxo e estimular o tíquete médio.
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