ÚLTIMAS NOTÍCIAS
15/03/2026
Silvio Tini supera Casino e se torna o segundo maior acionista do GPA
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 13/03/2026

Foto: Divulgação
O cenário acionário do GPA (Companhia Brasileira de Distribuição) registrou uma mudança significativa nesta quinta-feira (12 de março de 2026). O investidor Silvio Tini de Araújo, por meio de sua holding Bonsucex, elevou sua participação na varejista para 23,025% do total de ações ordinárias.
Com o movimento, Tini ultrapassa o grupo francês Casino – que detém cerca de 22,5% – e consolida sua posição como o segundo maior acionista da companhia, aproximando-se da fatia de 24,6% pertencente à família Coelho Diniz.
Detalhes da Operação
De acordo com o comunicado enviado ao mercado pela rede, a Bonsucex Holding e Silvio Tini atingiram a marca de 113.010.600 ações ordinárias nominativas. A notificação detalha que o aumento considera ações adquiridas, liquidadas e em liquidação na data de hoje.
A correspondência oficial, assinada pelo próprio investidor, destaca pontos estratégicos sobre a movimentação. Um deles é que as ações foram adquiridas estritamente para fins de investimento. A Bonsucex declarou também que não há intenção de alterar a composição do controle da Companhia Brasileira de Distribuição.
Contexto e Governança
Este avanço ocorre em um momento de reacomodação para o GPA, que lida com uma recuperação extrajudicial. Silvio Tini, um veterano do mercado de capitais brasileiro conhecido por posições em empresas como Alpargatas e Bombril, já havia sinalizado sua influência na governança do grupo em janeiro, ao indicar dois nomes para o conselho de administração.
A redução da relevância do Casino, antigo controlador por mais de uma década, simboliza o fim de uma era e o fortalecimento de blocos de investidores nacionais no comando estratégico da dona das bandeiras Pão de Açúcar e Extra.
Notícias relacionadas
Alta LiderançaGPA demitiu diretores antes de protocolar plano de recuperação extrajudicial
GPAGPA anuncia recuperação extrajudicial para reestruturar R$ 4,5 bilhões em dívidas não operacionais
Gestão e negóciosApós GPA anunciar "dúvida significativa de continuidade operacional", diretor de RI renuncia o cargo
Gestão







