14/02/2026
Fatores ligados à saúde e ao bem-estar influenciam 7 em cada 10 shoppers
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 30/01/2026

Foto: Adobe Stock
Mais de 70% dos consumidores globais afirmam que fatores ligados à saúde e ao bem-estar influenciam diretamente suas decisões de compra de alimentos, segundo levantamento realizado pela FMCG Gurus em parceria com a NielsenIQ.
Os dados indicam uma mudança no padrão de consumo, com maior atenção à composição nutricional dos produtos e à busca por alimentos associados à saciedade e a benefícios funcionais, mesmo em porções menores.
Esse movimento tem sido impulsionado por dois fatores. O primeiro é a ampliação do uso de terapias baseadas em GLP-1 e GLP-2, que atuam nos mecanismos de apetite e metabolismo. O segundo é a atualização das diretrizes alimentares dos Estados Unidos, válidas até 2030, que propõem uma reorganização da pirâmide alimentar tradicional.
As novas orientações priorizam alimentos naturais e minimamente processados, com maior presença de proteínas, vegetais, frutas, laticínios integrais e fontes de gordura, ao mesmo tempo em que reduzem o consumo de açúcares adicionados, carboidratos altamente refinados e produtos ultraprocessados.
A proposta central é a inversão da lógica tradicional da pirâmide alimentar como referência nutricional.
“Estamos vivendo uma virada importante no comportamento alimentar: as pessoas estão comendo menos, porém de forma muito mais consciente e estratégica”, afirma Paulo Ibri, CEO da Typcal. “Isso muda completamente o papel dos alimentos, que passam a ser vistos como aliados da saúde e do metabolismo, e não apenas como fonte de energia.”
A leitura apresentada é de que em 2026 o consumo será cada vez mais direcionado por densidade nutricional, com destaque para proteínas e fibras como elementos centrais da alimentação. Tecnologias como fermentação e biotecnologia tendem a ganhar espaço no desenvolvimento de ingredientes, permitindo maior eficiência produtiva e alinhamento às novas exigências do consumidor.
Além disso, a alimentação funcional passa a ser integrada à rotina, com crescimento da oferta de produtos voltados a snacks, refeições prontas e soluções práticas.
Sobre o impacto das terapias hormonais, a análise aponta que a redução do apetite reforça a valorização de alimentos que concentram nutrientes essenciais e promovem saciedade prolongada.
“O desafio do setor é criar alimentos que acompanhem essa nova realidade: menos volume, mais nutrientes e impacto positivo real na vida das pessoas”, conclui o executivo.
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