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GPARecuperação extrajudicial Pão de Açúcar

GPA anuncia recuperação extrajudicial para reestruturar R$ 4,5 bilhões em dívidas não operacionais

POR Reportagem SA+ Conteúdo

EM 10/03/2026

Pão de Açúcar Roberto Marinho fachada

Foto: Divulgação


O GPA (Grupo Pão de Açúcar) deu um passo decisivo em sua estratégia de reestruturação financeira. A companhia anunciou ao mercado, nesta terça-feira (10/03), o protocolo de um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas. A decisão ocorre cerca de duas semanas após o mercado repercutir dados negativos do balanço da companhia em relação ao endividamento. 


A medida, aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração, foca exclusivamente em obrigações financeiras sem garantia e não atinge a operação comercial do grupo.


Fornecedores, parceiros e clientes estão excluídos do plano, bem como obrigações trabalhistas, que não serão afetadas.Isso significa que os pagamentos de mercadorias, serviços logísticos, aluguéis de lojas e obrigações trabalhistas seguem sendo honrados, sem qualquer interferência do processo jurídico.

"O processo foi estruturado de modo a preservar a operação de nossas lojas, que deverão seguir funcionando normalmente", afirmou a companhia em comunicado.


Conheça detalhes do plano


O acordo teve o respaldo de credores que detêm 46% dos créditos sujeitos ao plano (R$ 2,1 bilhões), superando o quórum mínimo legal de 1/3 exigido para o início do processo. Entre os principais nomes que sinalizaram apoio estão Itaú, HSBC, Rabobank e BTG Pactual.


O protocolo estabelece um período de standstill (suspensão de cobranças) por 90 dias. Segundo o CEO Alexandre Santoro, esse fôlego é essencial para que a companhia avance nas negociações definitivas com os demais credores e resolva o descasamento de liquidez.


Dentre os principais objetivos da administração com a medida estão: Fortalecer o balanço e melhorar o perfil do endividamento e posicionar a Companhia para o futuro, ao mesmo tempo que preserva o relacionamento com fornecedores e protege sua operação. O plano deve ajudar o GPA a garantir liquidez, resolvendo vencimentos de curto prazo que somam cerca de R$ 400 milhões em maio e R$ 1,2 bilhão em julho.


Por que a via extrajudicial?


Diferente de uma recuperação judicial convencional, a via extrajudicial indica que o GPA já possui um diálogo avançado e construtivo com seus principais parceiros financeiros. A medida é vista como uma ferramenta técnica para "limpar" o balanço sem contaminar a operação nas gôndolas, mantendo o abastecimento e a confiança do ecossistema varejista.


A Companhia esclarece que o processo foi estruturado de modo a preservar a operação de suas lojas, que deverão seguir funcionando normalmente. “Suas operações são saudáveis, e a Companhia está em dia com suas obrigações junto a fornecedores, clientes e parceiros, os quais estão excluídos e não serão afetados pelo processo de recuperação extrajudicial”, informou o GPA por meio de “fato relevante” divulgado ao mercado na manhã de hoje.


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TAGS:GPA,Recuperação extrajudicial, Pão de Açúcar
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