06/02/2026
Rio mantém cesta básica mais cara do país em dezembro
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 02/02/2026

Foto: Adobe Stock
O Rio de Janeiro registrou a cesta básica mais cara do país em dezembro, ao custo de R$ 987,32, apesar de recuo de 0,85% frente a novembro. Em seis meses, o valor passou de R$ 958,90 para R$ 987,32. Os dados fazem parte de um levantamento realizado pela Neogrid & FGV IBRE.
No Sudeste, São Paulo teve alta mensal de 1,52%, com a cesta em R$ 938,59, mas variação de -1,19% no semestre; já Belo Horizonte registrou aumento de 2,09% em dezembro e de 3,36% em seis meses.
No Norte, Manaus apresentou aumento de 0,69% em dezembro e avanço de 13,76% no semestre. No Nordeste, enquanto Fortaleza registrou queda de 0,61% no mês e alta de 1,03% em seis meses, Salvador recuou 0,67% em dezembro e acumulou variação de -3,39% no semestre.
No Centro-Oeste, Brasília subiu 1,38% em dezembro e 2,03% no período de seis meses. Já no Sul, Curitiba apresentou alta de 2,51% no mês e de 6,22% no semestre.
“O fechamento de dezembro de 2025 revelou um cenário de forte volatilidade regional no custo de vida. Enquanto as maiores altas mensais ocorreram no Sul e Sudeste, o Nordeste apresentou alívio, impulsionado pelo recuo no preço do arroz. De forma geral, a deflação em itens essenciais como leite UHT, arroz e açúcar foi o fator decisivo para evitar uma alta mais acentuada no índice nacional, compensando a pressão vinda das carnes e frutas”, afirma Anna Carolina Fercher, líder de dados estratégicos da Neogrid.
No recorte semestral até dezembro, as principais pressões de alta no custo da cesta básica vieram de frutas, carnes e derivados de milho, com comportamento desigual entre as capitais.
No Rio de Janeiro, o óleo de soja registrou avanço expressivo (17,95%), enquanto em Salvador a maior pressão veio do grupo das frutas (13,64%). Em São Paulo, a carne bovina também chamou atenção, com alta de 18,63% no semestre, figurando entre os principais vetores de pressão na capital.
Principais itens por capital:
- Rio de Janeiro: óleo (17,95%), frutas (14,32%), margarina (13,42%);
- Salvador: frutas (13,64%), bovino (8,52%), café em pó e em grãos (6,02%);
- Manaus: óleo (17,09%), molho de tomate (10,44%), fubá e farinhas de milho (9,97%);
- Belo Horizonte: fubá e farinhas de milho (17,60%), óleo de soja (14,27%), frutas (10,24%);
- Brasília: pão (11,30%), suíno (9,13%), bovino (8,35%);
- Curitiba: legumes (18,77%), óleo de soja (14,61%), margarina (7,64%);
- Fortaleza: óleo de soja (12,17%), suíno (10,66%), pão (8,72%);
- São Paulo: bovino (18,63%), óleo (11,46%), molho de tomate (5,56%).
A cesta ampliada, que inclui itens de higiene e limpeza, apresentou alta em Curitiba (1,82%), São Paulo (0,78%), Brasília (0,77%), Belo Horizonte (0,69%) e Manaus (0,49%).
Houve queda no Rio (-1,96%), Salvador (-1,51%) e Fortaleza (-0,85%). Entre as maiores altas por item em dezembro, aparecem hambúrguer em Manaus (5,92%), linguiça em Brasília (3,63%) e chocolate em São Paulo (2,73%).
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