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Tecnologia vira eixo crítico da Reforma Tributária no varejo alimentar

POR Barbara Fernandes

EM 28/04/2026

Adobe Stock

Foto: Divulgação


Com a adoção do modelo de IVA Dual proposto na Reforma Tributária, a apuração de tributos deixa de estar concentrada em regras complexas de cálculo e passa a depender diretamente da qualidade, integração e rastreabilidade das informações ao longo de toda a cadeia.

 

Segundo análises da PwC, a complexidade do sistema migra do imposto em si para a gestão dos dados. Na prática, isso significa que empresas precisarão garantir consistência entre informações de compras, estoque, vendas e fiscal, com capacidade de processamento praticamente em tempo real. Em um setor marcado por alto volume de transações e grande variedade de itens, como o varejo alimentar, essa exigência se torna ainda mais crítica.

 

“O desafio não é mais calcular o imposto, mas garantir que a informação esteja correta desde a origem. Um erro no cadastro de produto ou na entrada de nota pode comprometer toda a cadeia de crédito”, afirma Vanderlei Goulart, diretor-presidente da Meta Assessoria Empresarial.

 

Uma das principais mudanças está na necessidade de maior granularidade no controle fiscal. O novo modelo exige acompanhamento detalhado por item, o que demanda revisão de cadastros de produtos, classificação fiscal e parametrizações internas. Além disso, mecanismos como o split payment, que prevê a separação automática do valor do imposto no momento da transação, devem aumentar ainda mais a dependência de sistemas preparados para esse tipo de operação.

 

A digitalização também amplia o nível de fiscalização. Seguindo a evolução já observada com o SPED, a tendência é de intensificação no cruzamento eletrônico de dados por parte da Receita Federal e das administrações tributárias. Isso reduz significativamente o espaço para inconsistências e eleva o risco de autuações em casos de erro.

 

Nesse cenário, os sistemas de gestão empresarial ganham protagonismo. No entanto, ao contrário do que pode parecer, a mudança não exige necessariamente a substituição completa das plataformas existentes. “Não é preciso trocar o ERP, mas sim adaptá-lo. O mais importante é garantir que ele esteja parametrizado corretamente para atender às novas regras da Reforma Tributária”, explica Goulart.

 

Isso envolve desde atualizações tecnológicas até revisão de processos internos e integração entre áreas. Ferramentas de automação fiscal, soluções de inteligência de dados e melhorias na governança das informações passam a ser componentes essenciais para garantir conformidade e eficiência.

 

Os impactos também se estendem ao dia a dia das operações. A correta captura de créditos tributários dependerá da qualidade das informações recebidas de fornecedores, exigindo validação mais rigorosa de documentos fiscais e maior integração na cadeia. Erros nesse processo podem gerar perdas financeiras diretas, seja pela impossibilidade de aproveitamento de créditos ou por recolhimentos indevidos.

 

“Quem não tiver controle sobre os dados vai perder margem sem perceber. O risco não é só fiscal, é financeiro e estratégico”, afirma Goulart.

 

Apesar dos desafios, a transformação abre espaço para ganhos relevantes. Empresas que investirem na estruturação de seus sistemas terão maior capacidade de análise, melhor controle de custos e mais precisão na formação de preços. Em um ambiente com menos distorções tributárias, a eficiência operacional tende a se tornar o principal diferencial competitivo.

 

No longo prazo, a digitalização impulsionada pela Reforma Tributária pode elevar o nível de maturidade do varejo alimentar no Brasil. No curto prazo, porém, representa um dos principais pontos de atenção, especialmente para empresas de pequeno e médio porte, que ainda operam com menor integração tecnológica e processos menos estruturados.

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TAGS:Gestão e negócios, Tecnologia
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